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Maresia e Luar

O meu pequeno espaço
May 04

Amanheceu

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Amanheceu lentamente...

Há um debotar de cheiros e cores que insistem na perfeição e nos arrastam os sentidos. É um tempo que passa sem pressa … que faz dilatar o ventre da saudade teimosa. Apura-se o olhar do viajante que se recolhe de seguida na mais profunda crosta do vento...

... o olhar dilui-se num espaço sem forma até ao despertar lento dos sentidos para o caminho que o absorve...

 

Um excelente dia!

 

Foto “reflexo(s)?” de Nunes de Freitas, in http://www.olhares.com/reflexos/foto947130.html

 

May 03

Fenix

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Há um raio de luz que trespassa o infinito e vai de encontro à tela que ali jaz branca, imaculada…o logro de um projecto inacabado por um lastro de memórias retidas no tempo. E assim a mão sustida num gesto altivo, subido, desenhado … adormece em sonho… prepara o seu destino.

 

 

Um excelente dia.

February 07

Pedido

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("Amanhecer" de Mário Xavier, in www.sintaxe.net )
 
 
 

Pedido

 

Rio que serpenteias o meu olhar de rasgado pranto

dá-me a margem segura do teu correr.

Dá-me o sossego do rumorejar das folhas

que te beijam em finos beijos.

Que te embalam em sedosas melodias

e te fazem dançar em rodopio.

 

Rio que trazes a pena de uma vida

na forma de um seio de mulher,

alvo, redondo e fresco, que em mim

queres tocar. Não te dou o dobrar

da minha cintura, pois que nela

repousaram ardentes lábios do meu amor.

 

Dou-te o meu pulsar, rio meu,

aquele que te faz saltar e correr.

Aquele que te faz erguer a bruma da manhã.

Nas tuas margens quero beber o meu sangue

e a força para continuar a viver sem ter

ao meu lado o barqueiro dos meus sonhos,

a fralda da vela que se rasgou ao vento

na saudável loucura da paixão.

 

Traz-me de volta a raiz do meu coração,

que um dia me levaste e que dela

fizeste o teu ninho. Traz-me de

volta o carinho daquela mão

que um dia me tocou

na louca cegueira da paixão.

 

Mas rio… por favor!

Não me devolvas a boca que quis beijar

a mão que quis apertar

o corpo que quis ter

e o olhar em que quis entrar!

 

Deixa tudo nesse teu fundo,

não revolvas o meu lodo

deixa nessa tua lama

a saudade de quem eu tanto amo!

 

 
 
 
 
 
 
 
 
January 11

Peregrinação

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Peregrinação

 

Desenho a forma do teu corpo

num leito de pétalas encarnadas.

Espraio os meus sentidos em cada momento teu

em cada parte ínfima do teu ser.

Desfio lentamente a tua silhueta arqueada,

sustida no meu desejo, nos limites da minha mente

e desfaleço a minha agonia da tua ausência presente.

E é assim que te sonho, meu amor,

vendo caladas as formas do teu corpo

em todo o meu tempo. Em todo o meu espaço.

Em todo o meu sentir.

E assim deslaço a saudade augada

de um tempo passado, que ainda me afaga o rosto,

num soluço que resta de um choro interrompido.

 

Acaricio-te o ventre rumando à tua nudez

à força do teu ser que se desenha e perpetua dentro de mim.

Uma peregrinação de prazer etéreo onde a vida irrompe

a cada instante em que nos amamos, neste céu sem nuvens

neste mar sem ondas, nesta terra sem raízes.

Planamos assim, meu amor, em perfeita harmonia,

nas asas de um sonho, rasando os limites da realidade.

Não te deixo partir, agora que és meu,

neste teu limite tão ténue onde te sinto junto a mim

quase em forma de prolongamento do meu ser.

E é neste sonho que te tenho junto a mim.

Sem pressa. Sem limites. Onde cada desejo nosso

é vivido tão intensamente como a forma plena…

 

…do meu amor por ti!

 

 

 

Nota:

Esta fotografia foi tirada especialmente para este meu poema pelo meu grande Amigo Mário Xavier. A ele lhe agradeço todo o esforço e dedicação que me tem dado. É a primeira vez que alguém faz uma foto a partir de um poema meu. Um projecto que começa a ter forma.

E andarei de mãos dadas com o Xavier… sempre!

Obrigada!

 

Carmen Miranda

 
December 19

O momento

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(foto “A folha” de Mário Xavier, in

http://www.sintaxe.net/fotos_detalhe.asp?id_foto=322&page=1&categoria=Geral

 

 

O momento

 

Por cada dia que passe.

Por cada momento que existas.

Por cada noite fria que haja.

 

Tudo isso és tu

que existes em mim

e eu em ti.

 

O momento.

O desejo…

 

A certeza

de querer estar ao teu lado.

 

Meu amor…

December 11

Quem me dera...

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(imagem da Internet)
 

Quem me dera…

 

Quem me dera ter pertencido

ao verso de alguém,

ainda que em pequena estrofe

num pequeno lugar cantado,

… à direita, em rima e incenso.

 

Quem me dera ter sido

… o abrigo da tua casa

… o apoio do teu colo

… o mar da tua praia

… o beijo da tua boca.

 

Quem me dera…

Quem me dera!!!

Despedida.

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(foto "Sozinha", de MARIO XAVIER, in www.sintaxe.net )
 
 
 

Despedida

 

 

Existem pessoas

que caminham connosco

à volta do si mesmas,

… ao centro do seu mundo.

Acolhem-nos na sua vida

sem nunca as termos olhado sequer…

mas que tão bem lhes conhecemos

o ardor da sua alma

… o gosto da sua boca.

 

Pessoas que só se percebem inteiras

… quando atravessam o olhar pelo  espelho.

Chegam em esboço

…e partem em verso.

Chegam em prosa

… partem em música.

Chegam em gavetas

.. e partem inteiras.

 

Mas se houver morte,

… que seja a partida,

… a corda do salto

… o degrau da escada

… a âncora do barco.

December 05

O meu mar...

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(foto "O Mar" de Mario Xavier, in www.sintaxe.net )
 
 

O meu mar…

 

Saí de um tempo sem espaço

de um caminho de sombras frias

de um horizonte longínquo de mim

de passos vazios, de espessas brumas.

Na quietude de uma onda

abraço o infinito despedaçado

pela tua saudade, que me levará à vida.

No voo de uma asa arqueada,

mastigo o verbo que me atiraste aos pés.

Desse teu desprezo lânguido

superei em súplica, e vi parir o sol

e a luz de um novo dia…

Desse dia que há-de vir!

Mas, meu amor, se ele

te trouxer, lançarei o meu barco

ao salmo último da maré vazia.

Para que ela me proteja.

Para que ela me arremesse…

…para longe de ti!

 

Não quero pousar nos

rios que me levem ao teu mar.

Não quero ser precipício

de um altar sem rosas nem velas,

de um sol sem brasa,

de um desejo sem paixão.

Quero ser as chagas

nas mãos do meu herói

A cor do templo onde

tenho o meu altar

A lágrima ardente do

teu desejo contido

Mas que jamais

será derramada…

…por mim.

 

Basta-me estar em mim,

calada neste meu vago sentir

nesta minha barca prostrada  

às brumas e bátegas deste meu mar.

E se agora o meu olhar é cego

e se dos meus ouvidos se lançam ondas

quero um marejar de lágrimas…

… quero ser um mar sem fim.

 

 

 

Nota:

A minha reacção posterior à leitura que fiz ao “Mar nos teus olhos…” em relação à fotografia que lhe serviu de inspiração, de Mário Xavier, foi um declínio de sentimentos. De gostar, passei a sentir-me débil e medíocre!

Uma dor dilacerante que me invadiu a alma neste período de “fermentação” do Poema.

Comentei com duas pessoas esse meu desencanto, pois a força da fotografia em nada correspondia à palavra que se lhe seguia.

Uma agonia enorme! Uma completa desilusão pessoal!

E se quero as palavras na excelência, tenho de assumir a minha mediocridade primeiro.

Assim, e retractando-me perante o meu grande amigo Xavier, ofereço-lhe o poema acima, pois ele merece.

 

Porque para mim,

não há grandeza sem humildade,

assim como não há palavra sem dor.

 

 

 
December 02

Disseram-me que vinhas...

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(foto "Vela tremida" de Mario Xavier, in www.sintaxe.net )
 

Disseram-me que vinhas…

 

 

Preparei o teu regresso

com salmos, unções e incenso.

Tornei-me leve e resplandecente

para não deixar no meu chão

pegadas e rumores alvoroçados

de sonhos e ilusões...

Renasci a cada hora que passou

para não quebrar o encantamento

que me cinge o ventre,

afoga-se nas minhas veias…

e lacra-me o coração.

 

À tua presença

ao teu instante,

soprou uma luz possante,

messiânica…

Ergueram-se ventos e aluviões,

abriram-se os mares que engoliram os horizontes.

 

Dos desertos, vieram esfinges,

das civilizações perdidas, a loucura dos sábios

e de todos os deuses, as suas interrogações e mistérios.

 

A eles todos não quiseste…

Porque vieste, então, ao meu chão?

Da minha porta  te vi…

Nessa tua luz difusa...

Nesse teu desejo

tão irradiado de mim!

 
 
November 30

O mar nos teus olhos...

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(foto "O Mar" de Mário Xavier, in www.sintaxe.net )
 

 

 

 

 

 

 

 

O mar nos teus olhos….

 

 

 

Conta-me, então, que desejo se formou em ti e te fez olhar as horas no sentido contrário ao do ponteiro dos relógios?

Te guiou contra os rios e as marés?

Te afastou eternamente da memória a palavra e arremessou-te para o mutismo em que vives?

Te fez arrepiar o passo e submergir nesse céu de brumas e escarpas, sombras e breu.

Se aí queres continuar, não alinhavo passos para te seguir.

Selo os meus lábios marcados pelo nosso último e sentido beijo e guardo-te em cada sorriso que dou.

Para mim continuas sendo as ondas do meu mar.

Porque para mim… és eterno.

 

 

Este texto foi inspirado na foto acima, que foi tirada a meu pedido pelo meu querido amigo Mário Xavier. Um privilégio… pedir uma foto e escrevê-la.

O Xavier tem o meu olhar e eu as suas palavras.

Um beijinho muito grande para ele.

Obrigada Xavier!

November 24

Foste apanhado!!!

Thumbs UpFoste apanhado!Thumbs Up

Roll
 
 

 

 

Fui “apanhada” pela minha amiga “Magic”

Clapping Hands

http://spaces.msn.com/members/Magicways/PersonalSpace.aspx?owner=1

 

Aqui estão as minhas respostas:

 

1. Qual o nome que tens “Online”

Carmen

 

2. Que tipo de calças estás a usar agora?

Eu estou de saias!

(mas tenho vestidas calcinhas brancas de renda e modelo de fio dental…)

 

3. O que estás a ouvir agora?

“The very best of Era” (recomendo vivamente!!!)

 

4. Quais são os últimos quarto dígitos do teu telefone

(tenho vários, mas este é o número público)

2628

5.Qual foi a última coisa que comeste?

Chá e um pão com manteiga (pequeno almoço)

 

6. Se fosses um lápis, de que cor serias?

preto

 

7.Como está o tempo agora?

Frio mas com solarengo

 

8.Quem foi a última pessoa com quem falaste ao telefone?

Com a minha cabeleireira

(A fada madrinha do meu humor).

9

.Qual é a primeira coisa que notas no sexo oposto?

 O charme

(implica ser educado, inteligente, cheiroso e… bom...).

 

10. Gosta da pessoa que te apanhou?

Claro que sim, é a minha querida Magic.

 

11.Como estás hoje?

Estou tranquila e em paz.

 

12.Qual é a tua bebida favorita?

 Coca-cola e água

 

13. Bebida alcoólica favorita.

Capirinha

 

14.Desporto favorito

 Sexo 

(cada um tem o seu né…)

 

15.Cor do Cabelo

Castanho com madeixas claras

 

16.Cor dos olhos?

Castanho escuro

 

17.Usas lentes de contacto?

Não

 

18.Quantos irmãos tens

Um de sangue e uma de coração

 

19. Mês favorito

Dezembro

 

20.Comida favorita

Empadão de carne e tudo o que tenha massa folhada.

 

21. O ultimo filme que assistiu?

 Matrix (na tv)

 

22.Dia preferido do ano

12 de Junho

 

23. És envergonhada ao ponto de não pedires alguém para sair?

 Não! 

 

24. Filmes de assustadores ou finais felizes

Finais felizes (choro   sempre)

 

25. Verão ou Inverno

Inverno

 

26.Abraços ou beijos

Depende a quem vou dar ou de quem vou receber…

 

27.Relacionamento ou uma noite de prazer

Relacionamento com muitas noites de prazer… (oiesss!!!  )

 

28.Chocolate ou Baunilha?

Chocolate!!! (sou viciada em chocolate  )

 

29.Queres que os teus “apanhados” te respondam?

Sim, claro!

(tou mortinha de curiosidade )

 

30.Quem vai ser o mais provável a responder?

Acho que todos a quem enviar

 

31. Precisas de arranjos em casa?

Não.

 

32.Qual o livro que estás a ler agora?

“As Horas” de Michael Cunningham

 

33.O que está na almofada do rato?

O rato e a rata (cada uma…)

 

34.Jogo de computador preferido.

 Neste momento estou viciada no “Solitário Spider”

 

35. Como descreves a pessoa que te “apanhou”?

Não a conheço pessoalmente, mas acho-a muito “a minha cara” … basta sermos capricornianas e… o resto a vida o dirá. Love you Magic! You know it!!!

 

 

Pessoal a “apanhar”…

 

Sonho e Acordar”

“Inconstâncias”

“Flavinha e Fravinho, amor eterno, amor verdadeiro”

"Horizontes da Vida"

"Flor_de_Lua"

(pronto.. chega!!!)

Pessoal… foram apanhados!!

 

 

Bem pessoal.. agora é a vossa vez… Façam Copy/Paste para uma folha em Word, respondam e coloquem no vosso Blogue… quero saber tudo!

A última pergunta fui eu que a adicionei … é o meu lado irrequieto...

Clapping Hands

 

 

Bligads, bligads 

Bow Down

 

 

 Não precisa, não precisa...

 

 

 

Em baixo estão as perguntas originais… em inglês.

Se a tradução estiver incorrecta , por favor corrijam… e desculpem .

 

I 've been Tagged

 

 

I was tagged by …

(link)

Here are my answers

 

 

What Name Do You Go By Online?

 

2.What Kind Of Pants Are You Wearing Right Now?

3.What Are You Listening To Right Now?

4.What Are The Last 4 Digits Of Your Phone Number?

5.What Was The Last Thing You Ate?

6.If You Were A Crayon,What Color Would You Be?

7.How Is The Weather Right Now?

8.Who Was The Last Person You Talked To On The Phone?

9.What Is The First Thing You Notice About The Opposite Sex?

10.Do You Like The Person Who Tagged You With This?

11.How Are You Today?

12.What Is Your Favorite Drink?

13.Favorite Alcoholic Drink?

14.Favorite Sports? Desporto favorito

15.Hair Color?

16.Eye Color?

17.Do You Wear Contacts?

18.How Many Siblings Do You Have?

19.Favorite Month?

20.Favorite Food?

21.Last Movie You Watched?

22.Favorite Day Of The Year?

23.Are You To Shy To Ask Someone Out?

24.Scary Movie Or Happy Endings Better?

25.Summer Or Winter? Verão ou inverno

26.Hugs Or Kisses?

27.Relationships Or One Night Stands?

28.Chocolate Or Vanilla?

 29.Do You Want Your Taggies To Write Back?

30.Who Is The Most Likely To Respond?

31.Living Arrangements?

32.What Book Are You Reading Right Now?

33.What's On Your Mouse Pad?

34.Favorite Board Game?

35. Descrive the person who target you.



November 23

Flavinha vai ser mamãe!!!!

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Este Natal veio mais cedo para a minha princesinha que mora no Brasil:

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Loser

para a Flavinha.

Princess

O Menino Jesus deu-lhe uma das maiores prendas que alguém pode receber nesta vida: um bebé.

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Flavinha está grávida de dois meses e está muito feliz.

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Anda sonolenta,

Sleeping

um pouquinho enjoada, mas isso já vai passar.

 

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Todos sabem que a Flavinha é a minha menina, a minha amiguinha brasileira. É das poucas pessoas que está comigo desde o primeiro momento em que tive Internet aqui no escritório, ou seja, desde Fevereiro de 2005.

A nossa amizade começou um pouco abruptamente pois na “Sala de Bate-Papo Brasil” ela era a “Bela” e eu a “Mizinha”. A Bela era uma menina que discutia com tudo e com todos. Por mais que falássemos bem ela nunca estava de acordo. Relembro os excelentes momentos que passei naquela sala com ela e com outras pessoas que me fizeram ri às gargalhadas e, em algumas alturas, ficar roxa de raiva.

 

À Flavinha devo a ideia de criar o primeiro Blog, aberto num outro “nick”, hoje já extinto. Foi ela quem me incutiu o bichinho dos Spaces, me apresentou para a comunidade do Orkut, da Beltrano, enfim… ela tem-me levado para onde quer.Kitty 4

 

Hoje estou muito feliz porque a célebre frase “Flavinha & Flavinho, amor eterno, amor verdadeiro” perdurará na nossa memória e será perpetuada nesse amor do qual vai nascer uma linda criança.

 

Prometi-lhe escrever um post em homenagem à nossa amizade e festejar aqui, com todo o nosso pessoal, a enorme graça de ser mãe.

Para mim ela continuará a ser a minha “princess” como lhe chamo carinhosamente, a minha menina morena, que está dentro do meu coração.

A nossa amizade é grande,Best Friends 1 e todos os que aqui andam pelos caminhos da Internet sabem como são intensas as amizades feitas aqui… se não acabam passadas algumas semanas, então duram para sempre. E a minha amizade para com a Flavinha é dessas: forte e verdadeira!

 

Love Forever

Desejo à Flavinha votos de maiores felicidadesKisses e que o seu período de gravidez seja vivido intensamente com muita paz, AMOR e alegria.

 

Que desse amor nasça uma criança na luz e com a bênção de Deus.

 

 Bouquet

Agora, senão se importam, vou falar com ela no mesmo jeito de brincadeira com que costumamos falar:

 

Miga Flavinha,Hello

E aí?

Tu tanto ki deu ki agora tá nessa, neh?Embarrassed

Eu bem ki disconfiavaThinking ki tu andava com teus dedins muito tremelentos... aí tu vinha dizer ki era di cansaço... pois era cansaço di tanto dah…neh?… bem ki eu disconfiei... mas ki fazer…

Miga, si tua zoireia tão vermelhins é pusque tô ki falando mal ti tu o tempo todo aos meus amiguins da netBlah Blah Blah… hehehe…ROTFL

Surrendermintiraaaaaaaaaaaaaaahh … Surrender

 I Love You   

.... eu te amuuuuuuu di verdadi memo….

 

BeijimKisses pró teu neném ki vai nascer… oce sabi ki ele é meu nenenzim tumém neh?

Baby

Migaaaaaa FlavinhaaaaWhistle

presta atenção: eu ti amuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu mêmo!!!!!I Love You

Hoji este “post” é pra tu mêmo… pusque tu é minha princessssss.. Princess

 

OOOOiiiiiiesssss

 

Miga, espero ki goste desse meu livru, como tu chama ao meu spacim, e vem fazer teu coments pusque tô aki ki nem posso com minha zoireia atenta pró ki tu vai dizer di eu.

Passei uma tardem inteirim a fazer este "post" ... Phewufa!

 

Bem axu ki jah tah um “post” gigante… más tu bem ki mereci, viu?Clapping Hands

Miga lindja do meu coraçãozim.. eu te amuuu de verdade!

BeijinsKisses pra você, pra FlavinhoKisses e pró neném Dollki vai nascerKisses.

 

 
 
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 Bligads.. naum precisa di agradecer a eu naum...
 Bow Down
 
 
bligads, bligads...
  
 
 

Bow Down

 
 
 
 
 

Geldof é uma farsa!

 

A notícia…

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Bob Geldof critica falta de auxílio a África
«Portugal deve fazer mais»

 

O «pai» do Live Aid, Bob Geldof - galardoado hoje, em Lisboa, com o Prémio Norte-Sul 2005 do Conselho da Europa - aproveitou a ocasião para tecer considerações muito negativas ao que considera ser a falta de empenhamento de Portugal na luta contra a pobreza em África. Portugal tem uma voz muito forte na Europa pela sua responsabilidade histórica» e «definitivamente, não tem feito muito», afirmou o músico irlandês.

 

Durante a cerimónia de atribuição do prémio, na Assembleia da República, em Lisboa, Geldof teve uma intervenção muito crítica, disparando em todas as direcções: mandou os deputados portugueses «trabalhar» no sentido de pressionar o Governo e apelou à sociedade civil para que seja mais interventiva na causa.

 

«Depois desta cerimónia, peço-vos que regressem ao hemiciclo e trabalhem para que Portugal possa forçar os 'grandes' da Europa a mudar as suas políticas», disse o músico, referindo que esta responsabilidade é de todos os governos «à direita e à esquerda».

 

«A altura chegou. Não há tempo. (O combate à pobreza) é um assunto de urgência máxima», salientou.

 

O músico referiu-se especificamente às negociações que decorrem em Hong Kong, no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), sendo um dos assuntos o acesso de África ao mercado mundial.

 

«Se estas negociações falharem, será catastrófico», disse, exemplificando com o que considera ser «uma responsabilidade de Portugal»: «os produtores de açúcar de Moçambique não podem aceder ao mercado europeu».

 

Segundo Geldof, Portugal é uma «economia pequena» no seio da UE, mas, pela sua responsabilidade histórica, pode ter um «papel fundamental» e exercer pressão junto dos «grandes» para que mudem as suas políticas, nomeadamente em relação ao livre acesso dos produtos africanos ao mercado mundial.

 

Fonte: Jornal “Público” de 21 de Novembro de 2005

 

  
 

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O meu comentário:

 

O sonâmbulo e enfatuado Bob Geldof (Sir) apresentou-se no dia 21 de Novembro no nosso país para receber um prémio que é atribuído anualmente a personalidades com destaque na área dos direitos humanos - o prémio Norte-Sul do Conselho da Europa, e que lhe foi entregue na Sala do Senado do Palácio de São Bento.

Muito sinceramente não creio que ele o mereça! Se “Live 8” foi um sucesso ao nível comercial (foi?) não conheço as consequências quanto aos objectivos propostos. Geldof não passa de um embuste que preconiza, com aparente singeleza, uma tese ridícula. E exige que os portugueses tenham voz activa no seio da União Europeia já que – e segundo Geldof -  “precisamos de unir a sociedade civil para forçar os países fortes a cumprirem a promessa [de entrega de 0,51 por cento do Produto Interno Bruto] a lutar contra a pobreza”.

Sejamos sinceros. Geldof pretende perdoar o quê e a quem? É que estamos a falar de países onde a fome grassa devido à corrupção e megalomania dos seus governantes. Então, a resposta será: perdoar aos governantes por se terem locupletando de forma indevida (… só para não dizer que roubaram mesmo!!!) de dinheiros que eram públicos e que tanta falta fazem aos ventres inchados do seu povo.

Neste enrolar de dedos que Geldof preconiza de uma forma enfática e mirabolante, quando nos pede que sejamos cúmplices na diminuição das dívidas dos países africanos, é uma utopia!

Geldof é um embuste” – diz com razão o “Bom Selvagem” da Tasca da Cultura. E eu subscrevi esse seu  excelente “post” na íntegra.

Estamos a ajudar quem rouba e não quem precisa na realidade. A incinerada sabedoria de Geldof apenas irá inchar o bócio dos políticos africanos. A corrupção manter-se-á e a fome também. Disso não tenhamos dúvidas!

O que Bush e Geldof preconizem é que esses países continuem no limbo asfixiante em que se encontram. Não querem nunca que os se tornem auto-suficientes nem activamente participantes na cultura e na economia global. Sempre preferem que os grandes navios e aviões lhes levem farinhas e massas a ter de enfrentar a sensatez de um bom governo ou de uma política de auto-sustento.

Olhar para este tosco pensamento com laços de seda e taças de champanhe é resumir quem o faz a um murmúrio de inteligência e a um decepar de património que a nós – portugueses – tanto nos faz falta.

Geldof aromatiza as suas ideias com um bater de asas em uníssono com outros artistas de opaca fama (ao grupo dos quais ele pertence). É altura de dizermos a esse senhor, que a todos vergam a espinha, que o que ele quer nós já sabemos…

Não sejamos cínicos ao ponto de pensar que Portugal poderá, alguma vez, contribuir para a diminuição da dívida dos países pobres. Nem deve!...

Portugal, ao receber este cínico, não fez mais do que uma operação de estética em forma de salmos apocalípticos, em enfatizados gestos de caridade para “inglês ver”… 

É que Sir Geldof apenas se retém pelas suaves poltronas da fama em locais onde as catanas não andam no ar… Sempre o queria ver a dançar no meio dos políticos africanos e a fiscalizar para onde esse dinheiro irá…

Era um ar que se lhe dava… ficava logo com a tensão baixa… e nem sequer sentiria mais dores de cabeça!

E vem este embuste dar-nos lições de moral! Ele há cada um…

 

November 20

Duarte Temtem

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 NOTA: Foto da autoria de Alex Teselsky: http://aquapell.deviantart.com/
 
 
 

Por vezes caminhar entre as folhas e odes da palavra solta, faz-me cair no abismo da dor. Grandes poetas sentiram esta mesma dor, mas eu não sou poetisa. Escrevo, apenas. Os espasmos de dor são desmesurados já que me percorre no sangue o veneno da falta de inspiração, da incerteza do que pretendo dizer.Fico suspensa num fio de seda eterno, baloiçando nas margens da dúvida e abrindo o meu peito ao vento cortante da agonia.

Ai de mim, senhores, que me velais o canto pela palavra que me sai da boca! Engelhada. Contrita. Desfeita pelas memórias que perpetuo e afago com a secura da minha alma.

Bem gostaria de ter o "Dom".

Esse Dom que faz brotar do cálice a plenitude do saber. Mas só alguns o beberam. E ainda agonizam. E ainda se atormentam…

O que direi eu então, senhores!

Ai de mim…

 

E eis que encontro verdadeiros mestres na escrita.

Eis um deles, de cuja palavra eu não sou digna, sequer, de a pronunciar. Afoito-me, no meu silêncio a transcrevê-la.

É divino este poema…

 

Obrigada, Duarte, por me ter emprestado este Poema para poder valorizar o meu espaço.

Bem haja!

 

Fardo da minha poesia

 

 

No silêncio dos olhos fechados sobre ambas as mãos,
Sonhei que estava a sonhar.


E por breves instantes fui feliz em segredo.
Fui feliz na minha solidão extrema.


Mas acordei do sonho dentro do sonho,
Com o frémito incógnito nas fendas do pensamento
Subindo a linha que separa os dois mundos;
Caminhando na busca de um retalho palpável de palavras extintas,
De palavras mortas.


Precisava tanto de silêncio…
Não de palavras.


Precisava de ausências.
Não do bocejo bilioso da minha insónia
Insinuando-me recortes alheios,
Nem de escombros de estados de alma
Moldando-me copiosos anseios.


Fui tão feliz…


Mas morri com as palavras que em vão procurei
Quando na alma enxuguei toda a melancolia.
Voltarei a sonhar e a escrever o que sonhei,
Voltarei a acordar em lágrimas e poesia.


NOTA: Foto da autoria de Alex Teselsky: http://aquapell.deviantart.com/

Publicado por Duarte Temtem at 2:55 AM

 

 O Blogue que vos falo.... http://opoemainsone.blogspot.com/ 

 

 

 
November 16

Sombras sem luz

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(foto de "olhares.com")
 
 
 

Sombras sem luz

 

Sei que um dia irás caminhar em direcção à mesma bruma de cinzas que te trouxe. Sei-o perfeitamente! Sei que a tua partida está para chegar, assim como também vejo a tua chegada em retirada permanente.

Já te conheço o gingar do pensamento. A frase luzidia de tanto a percorreres com o olhar, gasta de tanto a escreveres…

Reconheço-te pela palavra apressada e pelo halo sagrado em que guardas as tuas memórias intervaladas. Mas deixas escapar a baba de um riso transparente, que te atravessa a mente e te atraiçoa. E tu sabes disso. E deixas-te levar por essa tarde de um dia que nunca teve madrugada, nem dele verás o crepúsculo. Porque este teu dia não tem deuses… só te tem a ti. Só tem a tua sombra.

A cor das vestes que trazes têm o mesmo cheiro amargo do sudário e da poeira das ruas que percorreste, sem te voltares… sem voltares ao teu caminho inicial.

Vês como te entendo?... Apesar de me conter… agora… em imagens que não reflectem nada mais do que aquilo que te quero mostrar. E não daquilo que sou… agora!

Porque já fui e já me viste em corpo e alma, em cor e pensamento… Agora vês o cálice que eu te quero oferecer, bebes do vinho que cuspo sem medo nem rancor… e deixo-te saborear o meu sangue coado e coalhado de nome e essência.

Vês como eu te entendo? E sei que me entendes também…

O teu rosto agora contido e fechado, indica-me um viandante que ruma para um porto sem barcos, sem mar, sem sombras esquecidas ou lenços pardos à solta.

Onde a luz, outrora esquecida pelos ocasos da vida, mancha a sombra do rosto em que te projectas novamente para mim…agora… onde projectas uma sombra vaga e distante de alguém que… não existe… que és tu! E eu sei isso! Sei tanto! Sei muito e ainda o muito mais…

Se ao menos, por momentos últimos e fugidios, daqueles momentos que não deixam mancha nem rasto, conseguisses deixar-me tocar os teus olhos com o calor dos meus lábios saberias que um dia, aquele abraço sustido, foi possível.

 

Sei tanto ou mais do que imaginas…